No segundo dia de conteúdo do CBM – CongressBrazilMobile, o painel “Pense Grande” trouxe um recado direto para lojistas e pequenos empresários: crescer sem controle pode ser tão perigoso quanto não crescer. A fala de Alfredo Soares, fundador da G4 Business, foi um dos pontos centrais do encontro, com insights práticos sobre gestão, margem e posicionamento no mercado.
Crescer é bom. Crescer com caixa é melhor
Um dos momentos mais fortes da palestra veio com uma frase que sintetiza a visão de Soares sobre negócios: faturamento é ego, caixa é rei, lucro é missão.
Para o empreendedor de pequeno e médio porte, especialmente no varejo, a busca por expansão, abertura de novas lojas ou aumento acelerado de vendas precisa estar sustentada por fluxo de caixa saudável e controle financeiro rigoroso.
Segundo ele, muitas empresas quebram não por falta de vendas, mas por falta de gestão.
Do improviso à mentalidade de gestor
Outro ponto recorrente foi o comportamento do empreendedor brasileiro, que muitas vezes nasce por necessidade e opera no improviso.
A virada de chave, segundo Soares, está em assumir o papel de gestor. Isso significa planejar, acompanhar números, estruturar processos e, principalmente, tomar decisões conscientes sobre o ritmo de crescimento.
Trabalhar, nesse contexto, deixa de ser apenas vender ou pagar contas. Passa a incluir pensar o negócio, estudar, participar de eventos e evoluir como líder.
Margem é estratégia, não consequência
ParaPMEsdo varejo, um dos maiores desafios está na pressão por preço. E é aí que entra a discussão sobre margem.
O painel trouxe exemplos práticos de como fugir da guerra de preços: controle da cadeia de fornecimento, importação direta e, principalmente, construção de marca própria.
A lógica é simples. Quem vende o mesmo produto que todo mundo disputa por preço. Quem constrói marca, vende valor.
Conteúdo é ativo de vendas
Outro destaque da palestra foi o papel do conteúdo como ferramenta de crescimento.
Soares defendeu que o empreendedor precisa se posicionar como produtor de conteúdo, e não apenas como vendedor. Isso amplia alcance, fortalece marca e acelera a decisão de compra.
Na prática, isso significa falar sobre temas que conectam com a audiência, manter consistência e ter coragem para se expor. O conteúdo, segundo ele, se transforma em um ativo digital que trabalha a favor do negócio todos os dias.
Vendas com inteligência, não só volume
Na parte final, a discussão avançou para remuneração e gestão de equipes comerciais.
O recado foi direto: comissão baseada apenas em volume pode destruir a margem. O ideal é atrelar ganhos ao lucro ou à rentabilidade, alinhando o interesse do vendedor com o resultado real da empresa.
Além disso, Soares destacou a importância de métricas claras, especialmente para canais digitais, e do uso de dados para orientar decisões.




