O mercado de smartphones no Brasil já ultrapassou a barreira do dispositivo pessoal e se consolidou como um ecossistema de consumo contínuo. Com cerca de 272 milhões de smartphones ativos no país, segundo a FGV, e mais de 480 milhões de dispositivos portáteis em uso, o varejo de acessórios se tornou uma das categorias mais disputadas do comércio.
Estimativas de mercado apontam para a existência de cerca de 26 mil lojas de acessórios mobile no Brasil, um cenário descrito como “oceano vermelho”, em que preço deixou de ser diferencial competitivo. Nesse contexto, estratégias de gestão, relacionamento com o cliente e diversificação de serviços passaram a ser decisivas para a sobrevivência do pequeno e médio varejista.
Entre os caminhos destacados estão o uso de CRM para vendas recorrentes, a ampliação do portfólio com aluguéis de produtos, serviços financeiros básicos e até cursos e treinamentos para uso de tecnologias conectadas. A construção de reputação digital, com presença em plataformas como Google Meu Negócio e sites de avaliação, também aparece como fator crítico de confiança e conversão.
Mais do que vender dispositivos — hoje tratados como commodities —, o setor passa a disputar espaço na experiência, no serviço e na profissionalização da gestão, especialmente entre pequenos lojistas.
Esses e outros insights fazem parte da coluna completa de Igor Lopes:




