20 – 22 de março | 11h às 20h
Distrito Anhembi — São Paulo

O consumidor quer confiança, velocidade e pós-venda

O consumidor que chega a 2026 é mais experiente, mais exigente e muito menos paciente. Ele já entendeu como o varejo funciona, já comparou preços em múltiplos canais e já passou por experiências ruins o suficiente para saber exatamente o que não aceita mais. O resultado disso é uma mudança clara de prioridade: confiança, velocidade e pós-venda deixaram de ser diferenciais e passaram a ser pré-requisitos.

Essa transformação não acontece de forma isolada. Ela é consequência direta de um ambiente de consumo mais digital, mais concentrado e mais orientado por plataformas. Pesquisas recentes mostram que marketplaces se tornaram o principal ponto de partida da jornada de compra, muitas vezes superando buscadores tradicionais. Isso altera profundamente a relação do consumidor com marcas e fornecedores, porque a confiança passa a ser mediada por sistemas, reputações e experiências anteriores, não apenas por marketing ou preço.

Nesse cenário, confiança não é discurso institucional. Ela é construída — ou destruída — em pequenos detalhes: clareza de informações, cumprimento de prazos, facilidade de contato e capacidade de resolver problemas. O consumidor de 2026 já não separa produto de experiência. Quando algo dá errado no pós-venda, a falha deixa de ser “operacional” e passa a ser percebida como falha da marca como um todo.

A velocidade entra como o segundo eixo central dessa relação. Durante anos, o varejo tratou rapidez como um diferencial competitivo. Em 2026, ela se torna expectativa básica. Entrega rápida, resposta ágil, resolução eficiente. Quando isso não acontece, a frustração é imediata… e a troca de fornecedor também. Estudos recentes de experiência do cliente mostram que uma única experiência negativa pode ser suficiente para romper a relação com a marca, especialmente quando o problema não é resolvido com agilidade.

Para fornecedores, isso representa uma mudança importante de responsabilidade. Não basta mais entregar um produto ao varejo e encerrar o processo. Logística, rastreabilidade, suporte técnico e disponibilidade de informação passam a fazer parte da proposta de valor. A velocidade percebida pelo consumidor final é resultado direto da eficiência de toda a cadeia.

É nesse ponto que o pós-venda ganha um papel estratégico. Durante muito tempo, ele foi tratado como centro de custo ou obrigação contratual. Em 2026, o pós-venda se consolida como fator decisivo de recompra e fidelização. O consumidor espera processos simples, políticas claras e soluções rápidas. Quando isso não acontece, ele não reclama, ele simplesmente troca.

Essa expectativa crescente pressiona fornecedores a repensarem estrutura, tecnologia e relacionamento com o varejo. Relatórios recentes indicam que automação, integração de sistemas e atendimento híbrido (humano + digital) deixaram de ser investimentos opcionais e passaram a ser requisitos mínimos para acompanhar o ritmo do mercado.

O impacto disso vai além da operação. Ele afeta como fornecedores se posicionam, como constroem reputação e como se tornam parceiros estratégicos dentro do ecossistema varejista. Em um mercado cada vez mais orientado por dados e plataformas, quem não contribui para uma boa experiência do consumidor final perde relevância rapidamente.

Em síntese, o consumidor de 2026 não quer apenas comprar. Ele quer confiar, resolver rápido e ter a segurança de que, se algo der errado, haverá suporte real. Para fornecedores, isso significa assumir um papel mais ativo na experiência, indo além do produto e entendendo que pós-venda, logística e atendimento são parte indissociável do valor entregue.

Mais do que acompanhar tendências, o desafio agora é estrutural: adaptar modelos de negócio a um consumidor que já não tolera fricção, improviso ou promessas vazias.

É nesse contexto que encontros setoriais como o CBM – Congress Brazil Mobile ganham relevância, ao reunir fornecedores, varejo e empresas do setor de telefonia e acessórios para discutir como essas expectativas se traduzem em operação, logística, atendimento e estratégia.

O CBM – Congress Brazil Mobile acontecerá entre os dias 20 e 22 de março, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Mais informações estão disponíveis em: https://congressbrazilmobile.com/

mais insights

Obrigado por fazer parte do Congress Brazil Mobile 2026

Durante três dias, o mercado mobile teve um ponto de encontro em comum: o Congress Brazil Mobile 2026. E, mais um ano, temos certeza do impacto real que esse encontro gerou nos negócios dos pequenos e médios varejistas de todo o País que somaram mais de 10 mil visitantes na feira.

O que vimos foi o DNA do Grupo Eletrolar All Conected. Um ambiente real de negócios, onde o contato direto, a confiança e a construção de relacionamento continuam sendo os principais motores para que todos se conectem além da IA. Afinal, negócios de verdade acontecem entre pessoas!

Tivemos o privilégio de assistir mais de 35 palestrantes que compartilharam visões estratégicas, tendências e oportunidades que ajudam a orientar o futuro do setor. E nomes como Thiago Nigro, Alfredo Soares, Eduardo Feldberg e Monique Evelle contribuíram para ampliar o nível das discussões e provocar novas reflexões sobre crescimento e posicionamento.

Temos orgulho, como Grupo, de ver o CBM como uma plataforma de capacitação para lojistas do ecossistema mobile, performance comercial e inteligência de mercado. Um ambiente onde fabricantes, importadores e distribuidores se conectam diretamente com pequenos lojistas, redes de varejo, soluções mobile, integradores, reparadores e compradores de todo o país, fortalecendo parcerias e transformando relacionamento em resultado.

Aos visitantes, expositores e palestrantes, o nosso sincero agradecimento por fazerem parte desta construção.

E ao time do Grupo Eletrolar All Connected, mais uma entrega de sucesso!

Nos vemos em 2027. Ainda mais conectados, orientados a resultados e próximos do mercado.

Carlos Clur
Presidente do Grupo Eletrolar All Connected