20 – 22 de março | 11h às 20h
Distrito Anhembi — São Paulo

O “novo varejo mobile”: por que acessórios viraram uma categoria de margem estratégica

Por Carlos Clur, CEO do Grupo Eletrolar All Connected – organizador do CBM

O Brasil já vive, há alguns anos, uma realidade clara: o smartphone deixou de ser apenas um dispositivo pessoal para se tornar um item essencial da vida cotidiana. Segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), o país tem hoje cerca de 272 milhões de smartphones ativos, uma média superior a 1,3 aparelho por habitante. Quando se somam tablets e notebooks, o número ultrapassa 480 milhões de dispositivos portáteis, o equivalente a 2,2 por pessoa.

Esses números costumam ser usados para evidenciar a força do mercado de dispositivos móveis. No entanto, para o varejo especializado, o dado mais relevante está em outra camada da cadeia: os acessórios mobile. É ali que se concentra hoje uma das principais oportunidades de margem.

Como observa Cliford Oliveira, fundador e CEO da AMET e palestrante do Congress Brazil Mobile, smartphones se tornaram commodities dentro do varejo. Eles seguem sendo fundamentais para atrair o consumidor, mas operam com margens cada vez mais reduzidas. “O aparelho traz o cliente para a loja, mas a margem bruta é muito baixa. Os acessórios, por outro lado, são onde está a rentabilidade”, afirma.

Segundo o executivo, essa lógica vai além de capas e películas. Serviços como seguro e garantia estendida passaram a ocupar um papel estratégico no ponto de venda. “Quando olhamos para a categoria de serviços, hoje a taxa de conversão de alguns clientes nossos chega a 90%”, diz Oliveira, ao destacar o potencial dessa oferta quando bem trabalhada.

Para que esse cenário se concretize, no entanto, o varejista precisa dominar o que vende. Conhecimento de produto gera autoridade, segurança e confiança, tanto para o vendedor quanto para o consumidor final. Quando o cliente entende os diferenciais e benefícios, a decisão de compra se torna mais natural.

Ainda assim, é comum encontrar lojistas que evitam trabalhar com acessórios de maior valor por acreditarem que apenas o preço baixo converte. Para Oliveira, esse é um equívoco recorrente. “Tem muito lojista que não trabalha com acessórios de mais qualidade porque não tem consciência. Ele pensa que é o barato que vende. Quando ajudamos a precificar e a estruturar comissionamento, ele percebe que está deixando dinheiro na mesa”, afirma.

O comportamento do consumidor, segundo o CEO, costuma ser mais coerente do que o varejo imagina. “Se um cliente paga R$ 7 mil ou R$ 10 mil em um smartphone, ele não vai se sentir protegido usando uma capa de R$ 20”, exemplifica. Nesses casos, cabe ao vendedor explicar que dispositivos de alto valor exigem soluções de proteção à altura, sob o risco de uma economia inicial resultar em prejuízo na primeira queda.

Isso não significa trabalhar com uma única faixa de preço. A estratégia passa por oferecer opções proporcionais ao ticket do aparelho. Se você está vendendo um produto com ticket médio maior, precisa dar ao cliente a oportunidade de ter a melhor proteção. Ao mesmo tempo, é fundamental ter alternativas compatíveis com dispositivos de menor valor.

Em um país com dimensões continentais como o Brasil, limitar o portfólio é também limitar o potencial de faturamento.

O debate sobre como ampliar margens e estruturar melhor a categoria de acessórios está entre os temas centrais do CBM – Congress Brazil Mobile, que acontece entre os dias 20 e 22 de março, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Mais informações estão disponíveis em: https://congressbrazilmobile.com/

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Obrigado por fazer parte do Congress Brazil Mobile 2026

Durante três dias, o mercado mobile teve um ponto de encontro em comum: o Congress Brazil Mobile 2026. E, mais um ano, temos certeza do impacto real que esse encontro gerou nos negócios dos pequenos e médios varejistas de todo o País que somaram mais de 10 mil visitantes na feira.

O que vimos foi o DNA do Grupo Eletrolar All Conected. Um ambiente real de negócios, onde o contato direto, a confiança e a construção de relacionamento continuam sendo os principais motores para que todos se conectem além da IA. Afinal, negócios de verdade acontecem entre pessoas!

Tivemos o privilégio de assistir mais de 35 palestrantes que compartilharam visões estratégicas, tendências e oportunidades que ajudam a orientar o futuro do setor. E nomes como Thiago Nigro, Alfredo Soares, Eduardo Feldberg e Monique Evelle contribuíram para ampliar o nível das discussões e provocar novas reflexões sobre crescimento e posicionamento.

Temos orgulho, como Grupo, de ver o CBM como uma plataforma de capacitação para lojistas do ecossistema mobile, performance comercial e inteligência de mercado. Um ambiente onde fabricantes, importadores e distribuidores se conectam diretamente com pequenos lojistas, redes de varejo, soluções mobile, integradores, reparadores e compradores de todo o país, fortalecendo parcerias e transformando relacionamento em resultado.

Aos visitantes, expositores e palestrantes, o nosso sincero agradecimento por fazerem parte desta construção.

E ao time do Grupo Eletrolar All Connected, mais uma entrega de sucesso!

Nos vemos em 2027. Ainda mais conectados, orientados a resultados e próximos do mercado.

Carlos Clur
Presidente do Grupo Eletrolar All Connected